quarta-feira, 23 de maio de 2018

Calendário Histórico Espírita: aniversário de nascimento de Mesmer



23 de maio, aniversário de nascimento de Franz Anton Mesmer, o criador do Magnetismo Animal, base para a prática do passe espírita.

Veja mais datas de eventos importantes para a História do Espiritismo na página Calendário Histórico Espírita.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Calendário Histórico Espírita: aniversário de nascimento de Arthur Conan Doyle


Lembramos hoje do aniversário de nascimento de Arthur Conan Doyle, o célebre escritor britânico, criador do famoso personagem Sherlock Holmes. Além de médico e bem-sucedido escritor, Conan Doyle foi um grande ativista do Espiritualismo Moderno e patrono da divulgação do Espiritismo, sendo muito lembrado também pelo excelente trabalho de historiador, cuja obra mais relevante neste tocante é A História do Espiritualismo.


Veja mais datas de eventos importantes para a História do Espiritismo na página Calendário Histórico Espírita.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Instituto de Medicina do Além é destaque no G1


Depois que o Ministério da Saúde divulgou que vai passar a admitir oficialmente práticas de terapias alternativas no tratamento de pacientes do SUS - Sistema Único de Saúde (veja aqui), tem sido recorrente o debate sobre possibilidades de intervenção espiritual no nosso estado clínico orgânico, por exemplo através do passe (como nos moldes do Magnetismo Animal) e das chamadas cirurgias espirituais. A propósito dessa temática, o G1 - portal de notícias da Rede Globo destacou recentemente o trabalho do Instituto de Medicina do Além, um centro de atendimento espiritual voltado para a cura sediado em Franca, interior de São Paulo, administrado pelo médium João Berbel, sob inspiração direta do Espírito Dr. Alonso.


Nós acompanhamos a reportagem, que compartilhamos adiante, convidando a todos a uma reflexão. Ao final desta matéria, acrescentamos alguns comentários, levando em conta nossa interpretação à luz do Espiritismo. Confira!


Centro de peregrinação no interior de SP, instituto recebe 40 mil pessoas por mês para cirurgias espirituais

Instituto de Medicina do Além, em Franca, atrai pacientes em busca da cura por meio da fé. Fundador do grupo, João Berbel diz ter descoberto mediunidade após superar epilepsia.

De um lado, uma foto do francês Hippolyte Rivail, ou Allan Kardec (1804 - 1869), conhecido como codificador do espiritismo. Do outro, um quadro do médico e ex-prefeito de Franca (SP) Ismael Alonso y Alonso (1908-1964).

Ao centro, o médium João Berbel, de 62 anos, que ora e canta diante de milhares de pessoas em busca de curas e respostas naquele que é conhecido como um dos maiores hospitais espíritas do país e tema da série de reportagens "Medicina da Fé", projeto do G1 em parceria com a EPTV.
"O espírito vem e utiliza a pena das minhas mãos. Posso estar conversando com você ao mesmo tempo que tem um espírito utilizando as minhas mãos para fazer a cirurgia", afirma.
Senhas, fichas de atendimento, farmácia, consultas e retornos. Tudo parece evocar um centro médico convencional no Instituto de Medicina do Além (IMA), complexo de oito mil metros quadrados localizado no Recreio Campo Belo, na zona norte do município. Mas por aqui o bisturi dá lugar à oração e à mediunidade de Berbel, que há mais de 20 anos realiza cirurgias espirituais gratuitas.

Segundo ele, o bem maior que tantos ali procuram é proporcionado pelo espírito de Alonso, concretizado pela imposição das mãos e do pensamento, sem cortes. "Todos os dons são mediúnicos, porque têm acompanhamento de uma ação espiritual, de uma energia magnética", descreve Berbel.

O saguão principal funciona como antessala para as consultas e cirurgias espirituais, que acontecem às quartas e sábados. O reconhecimento daqueles que garantem ter obtido a cura mobiliza por mês até 40 mil pessoas de diferentes partes do país ou mesmo do exterior.

"É minha segunda casa. Em 1999, fiz uma cirurgia de diverticulite. Não podia comer nada que tivesse semente e fui curado", afirma Augusto Raimundo, de 65 anos, encarregado de limpeza pública em Franca.

Fila na entrada do Instituto de Medicina do Além, em Franca (SP) (Foto: Igor do Vale/G1)

Para a diverticulite de Raimundo, uma gripe ou para o mais severo câncer, as intervenções mediúnicas, acompanhadas por medicamentos fitoterápicos produzidos na instituição, são aqui anunciadas como um poderoso complemento aos tratamentos convencionais.
"Quando a gente tem um problema, a gente tem que procurar um médico, um profissional da área da saúde para poder buscar exames que possam ver a origem da nossa enfermidade. (...) O médico cuida do corpo, os irmãos da luz cuidam da alma", afirma Marcos Afonso de Almeida.
A ideia do presidente do IMA e um dos voluntários que lá atua é corroborada pelo médico José Sebastião dos Santos, professor de cirurgia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP). Segundo ele, há evidências científicas de que a associação com a fé é benéfica a pacientes que recorrem a uma atividade complementar.

"Isso feito inclusive para algumas doenças, doenças crônicas tipo infarto, câncer, muitas vezes faz com que a pessoa que procura essa alternativa de tratar do corpo, mas também tratar da alma, do espírito, acabe se encontrando, adote bons hábitos e isso ajuda a melhorar a sua condição geral", diz.

Realizada em segundos, com toque de algodão sobre a pele e curativos que mais exercem efeito visual sobre os atendidos, a cirurgia espiritual é apenas uma etapa do trabalho do IMA , que começa na consulta, semanas antes, passa por um tratamento fitoterápico e por uma dieta sem carne e bebida alcoólica.

"No dia de consulta, a pessoa é recepcionada, são distribuídas senhas a essas pessoas. Elas são acomodadas no nosso salão principal, o nosso atendimento tem início por volta das 20h, às quartas-feiras, e por volta das 12h no sábado", explica o voluntário Wanderley Arruda, de 62 anos.

Em uma dessas quartas-feiras, a aposentada Normira Ferreira da Silva, de 71 anos, deixou Uberaba (MG) para ir a Franca com a irmã para tratar de dores na coluna e nas pernas. Para ela, o trabalho da cirurgia foi rápido, mas valeu a pena e rendeu os primeiros sinais de melhora. "Eu não sei nem te explicar, porque parece que você adormece", conta.

Ao término das consultas e cirurgias, a sopa repleta de aromas e o chá de ervas como hibisco preparado pelos voluntários também adquirem papel especial na melhora e na acolhida dos pacientes, afirma José Telini, chefe da cozinha do IMA.

Segundo ele, em um único dia, são consumidos até 500 litros de sopa. "Fazemos um negócio diferente. Colocamos açafrão, colocamos muito hortelã, orégano. Nós colocamos bastante alho, cebola, tudo coisinha simples", diz.

Dos alimentos servidos aos materiais usados na cirurgia, tudo que ali se utiliza é oriundo de doações, das vendas dos mais de 250 livros psicofonados por Berbel e editados pelo instituto e de créditos destinados pelo programa "Nota Fiscal Paulista".

Por mês, a instituição tem um gasto médio de R$ 120 mil. "Não dê dinheiro aos nossos voluntários, ninguém nessa casa está autorizado a receber", afirma o médium João Berbel.

João Berbel, médium fundador do Instituto de Medicina do Além, em Franca (Foto: Igor do Vale/G1)

Epilepsia e mediunidade

Assim como Bezerra de Menezes (1831-1900) e Chico Xavier (1910-2002), referências brasileiras do espiritismo, Berbel foi criado no catolicismo, em uma família agrícola de Restinga (SP). Na infância, o que mais tarde ele entendeu ser uma forma de mediunidade manifestou-se com epilepsias até então controladas com medicamentos de tarja preta.

"Às vezes eu caía, eu via meu corpo estendido no chão e as pessoas em volta de mim", diz.

Manifestações que, de acordo com ele, somente acabaram em definitivo décadas depois, quando, ao conhecer o espírito de Ismael Alonso y Alonso, se convenceu de sua missão em ajudar o próximo.

"Naquele momento parecia que o chão tinha acabado embaixo de mim, tive medo, aquele medo, aquela coisa, aquele arrepio, aquelas coisas todas. E naquele transe mediúnico para mim, ele passando aquelas informações para mim", descreve.

Hoje, atuar no centro espírita como intermediário de Alonso também representa para ele uma forma de se livrar dos próprios males, afirma Arlete Berbel, mulher do médium.

"O trabalho dentro da doutrina foi o remédio do João para se curar. No caso dele foi desenvolver a mediunidade. Ele está trabalhando até hoje, porque até hoje, se ele não trabalhar, ele vai para cama, ele fica doente", afirma.

Voluntários preparam médium João Berbel para cirurgias espirituais no Instituto de Medicina do Além, em Franca (SP) (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)

O trabalho de Berbel convenceu pacientes como a aposentada Cleusa de Souza Araújo, de 60 anos, que há dois anos frequenta a unidade em busca de tratamentos e palavras de conforto.

Ela garante que um tumor no fígado desapareceu depois de recorrer ao hospital espírita em Franca. "Se você tem fé é curada, não adianta vir aqui sem fé e sem fazer os retornos que não tem resultado. A fé cura, João Berbel é um instrumento."

Para o médium, a resposta positiva de pessoas como Cleusa é o que tem ajudado o centro a crescer e ampliar sua função social.

Hoje, além dos trabalhos ligados à espiritualidade, sessões de cromoterapia e reiki, o instituto faz doação de cestas básicas a famílias carentes e atende crianças em situação de vulnerabilidade na Escola Madre Teresa de Calcutá, também ligada ao IMA.

A próxima etapa, segundo Berbel, é inaugurar um hospital para pacientes terminais com câncer, esperado há anos. Em fase de ajustes finais, a estrutura anexa ao prédio do IMA deve entrar em funcionamento ainda este ano, diz o médium.

"A gente vê uma dificuldade tão grande de uma família toda que está com o doente e não sabe o que faz, não pode manter num hospital, porque às vezes é caro, não pode pagar. Nós queremos trazer para cá essas pessoas e acreditar que milagre existe e que não devemos nunca perder a esperança."

Se depender de voluntários como José Telini, há 15 anos no IMA e um dos mais velhos da casa, esse é só o começo. "A gente tem amor pelo trabalho que a gente faz."

Fonte: G!


Espiritismo e curas espirituais

Segundo nossa compreensão, à luz das revelações da Doutrina Espírita, convém dizer, acima de tudo, que a busca pela cura e bem-estar de cada um não apenas é um direito, mas até mesmo um dever, conforme a Lei de Conservação (O Livro dos Espíritos, questões 702 a 727). Recorrer a terapias alternativas, portanto, é um direito legítimo de todo paciente. As implicações disso incorrem quanto à legalização dos procedimentos; é preciso saber que há um regimento civil determinando até onde isso pode ser explorado. No caso aqui, tudo parece estar em acordo com as normas de saúde pública, inclusive porque a terapia espiritual se coloca como complementar, e não como substituta ao tratamento médico regular.

Então, há mesmo eficácia em curas e cirurgias espirituais?

A codificação espírita é bem clara quanto a isso: há uma relação direta entre corpo físico e o Espírito nele encarnado, de modo que o tratamento espiritual (visando o equilíbrio do ente espiritual) tem reflexos na saúde orgânica (do corpo humano). A intervenção magnética (através do passe) e mesmo de Espíritos cirurgiões é uma realidade. O Espiritismo atesta igualmente o poder da oração também como ação curadora. Além disso, é bom lembrar ainda da categoria de mediunidade de cura, que Allan Kardec explicitou em O Livro dos Médiuns.
"A intervenção de uma potência oculta — que é o que constitui a mediunidade — se faz evidente, em certas circunstâncias, sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem realmente ser qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira evocação."Allan Kardec (O Livro dos Médiuns - cap. XIV, item 175)
De fato, o Magnetismo, a cirurgia espiritual e até mesmo uma oração forte (ver O Evangelho segundo o Espiritismo - cap. XXVII) podem promover curas extraordinárias, ou mesmo "salvar" vidas — o que muitos entenderão erroneamente como milagre. Porém, a coisa não é tão simples assim e não tão gratuitamente. Imagine se houvesse um posto espiritual de pronto-atendimento à disposição de nosso bel-prazer, curando nosso instantaneamente de todos os nossos vícios e abusos: quem se importaria com as responsabilidades maiores dos próprios atos?

Pois então, é pertinente procurarmos compreender a causa das enfermidades e as nossas responsabilidades morais. Nesse processo de autodescobrimento, uma tal necessidade física pode ser a mais eficaz alternativa para o indivíduo alheio às leis espirituais encontrar o caminho para o seu despertar moral. É nessa hora que as instituições que hasteiam a bandeira do Espiritismo precisam honrar com a sua maior missão: promover o despertar espiritual. O pretexto é uma possível cura; a meta, a educação do Espírito para a entendimento das normas universais de Deus.

Sim, em meio a tantos desesperados, é provável que os Espíritos possam atuar de forma significante e efetivar uma cirurgia profunda e promover uma cura física espetacular, enquanto muitos outros não recebam mais do que um simples lenitivo. As curas efetivas servem para testemunhar a ação da espiritualidade e mesmo desafiar o materialismo; mas são as transformações morais as que realmente dão significado a todos esses esforços.

Se o Instituto de Medicina da Alma e todo o trabalho do médium João Berbel e do Espírito Dr. Alonso cumprem bem esse papel, não seremos nós a julgar; o que apontamos são as linhas gerais pelas quais nos norteamos conforme a doutrina de luz que professamos.

Enfim, a caminho desse entendimento, alegra-nos sermos iniciados nas luzes que a Doutrina Espírita nos concede e por isso nos esforçamos para compartilhá-la com nossos semelhantes.
"O Espiritismo fornece a chave das relações existentes entre a alma e o corpo e prova que um reage sobre o outro constantemente. Abre, assim, novo rumo para a Ciência, ao mostrar a verdadeira causa de certas doenças e ao apontar os meios de combatê-las. Quando a Ciência levar em conta a ação do elemento espiritual no organismo, os seus fracassos serão menos frequentes."Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo - Introdução, item IV)

quinta-feira, 17 de maio de 2018

"Kardec, o filme" começa a ser gravado


Kardec, o filme, já começou a ser filmado. O longa-metragem é uma produção brasileira e tem a direção de Wagner de Assis, o mesmo diretor de Nosso Lar. A expectativa é de lançamento para 2019.

No papel principal do biografia do Codificador do Espiritismo, o ator Leonardo Medeiros vai "incorporar" o Prof. Rivail, que depois passaria a ser conhecido pelo pseudônimo Allan Kardec. Na imagem adiante, um registro seu nas primeiras filmagens em Paris. Também serão gravadas cenas no Rio de Janeiro, a partir de cenários montados para retratar a França de meados do século XIX.

Leonardo Medeiros caracterizado como Allan Kardec.
(Foto: Corentin De Meirler)

No roteiro (escrito por L. G. Bayão), a trajetória do Prof. Rivail desde os primeiros contatos com os fenômenos das Mesas Girantes até as primeiras repercussões do lançamento de O Livro dos Espíritos, a obra inaugural da Doutrina Espírita.

Além do personagem que inspirou o filme, a produção conta ainda com a participação do seguinte elenco: Guilherme Piva (como Didier, editor de O Livro dos Espíritos), Genézio de Barros (como Padre Boutin), Charles Fricks (como Charles Baudin), Licurgo Spínola (como Sr. Babinet).

Acompanhe a produção pela fan page do Facebook Kardec, o filme.

sábado, 12 de maio de 2018

Artigo: "Portal da Morte" por Nilson Cesar Góes


Recebemos a indicação deste artigo, originalmente publicado pelo portal da ADE-PR - Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná - e compartilhamos a apreciação de todos:


Portal da Morte
por: Nilson Cesar Góes

“Se, entretanto, ela [a morte] te chegue de improviso, receba-a tranquilamente, e segue...”
Joanna de Ângelis (¹) 

Morrer. Assunto inquietante por temor ao acontecimento, embora sabendo-se que, lembrando Paulo, a morte não tem vitória, mas ainda gerando dúvidas e discussões de como ela chega. 

Sem adentrar no momento nas questões rebuscadas e analisadas por Jailson Mendes – Fatalidade, Destino ou Livre-Arbítrio? e, Carlos Parchem – A hora da morte: determinística?, artigos publicados no Comunica n. 126, de março/abril, e sem perder de vista o Perguntas & Respostas do n. 123 (set/out 2017), oferecemos outro ângulo de reflexão para que não se continue nessa tortura de fatalidade (na concepção de destino que não se pode evitar) ou determinismo, todas as duas com hora e forma previamente marcada.

Para sustentação dos ensinamentos coletados que apresentamos para ampliar tão importante reflexão, lembro inicialmente a entrevista concedida por Divaldo Pereira Franco ao setor de Comunicação Social de FEP, em 2017, com trecho publicado no Mundo Espírita de fevereiro ultimo, onde afirma que devemos ler os encarnados, ou seja, que fazem parte do nosso momento (citarei um que desencarnou recentemente), a que acrescento também, orientações espirituais desde há época da codificação as atuais, trazendo-nos perfumes de esclarecimentos, enriquecendo a compreensão do viver. 

1
Morrer – fatalidade ou determinismo? 

Iniciamos nossas reflexões indo buscar orientações no eminente e lúcido estudioso Camille Flammarion, em sua preciosa obra A Morte e o seu Mistério (2), onde afirma:
“Apesar de termos diante de nós a nossa sorte desconhecida, cada um de nós faz o seu destino: atuamos segundo as nossas faculdades, as nossas possibilidades, a nossa roda, a nossa hereditariedade, a nossa instrução, o nosso juízo, o nosso espírito, o nosso coração, e sabendo muito bem, aliás, que gozamos duma liberdade relativa e que podemos tomar resoluções. Somos os autores da nossa sorte” 
Antes de tecer comentários sobre o pensamento de Flammarion, permitam destacar que contínuo ao registro acima, o autor assenta sua argumentação no pensamento do seu contemporâneo, estudioso e pesquisador Ernesto Bozzano (sem citar a obra) que afirma:
“Nem livre arbítrio nem determinismo absolutos durante a existência encarnada do espírito, mas liberdade condicionada”.
Ora, entendendo o termo “sorte”, no pensamento de Flammarion, como o evento do momento da morte (desligamento do corpo material), também concebo que “desconhecida” não retrata que o momento revista-se da fatalidade (no entendimento de que não poderia ser evitada) ou determinista (as leis naturais assim determinaram). Que a “hora chegou” e “daquela forma”.

Avancemos refletindo nos ensinos de Flammarion, quando afirma “que cada um de nós faz o seu destino ... e ... que gozamos dumas liberdade relativa a que podemos tomar resoluções. Somos autores da nossa sorte”.

As elucidações destacadas nos coloca como co-responsáveis da nossa caminhada existencial (processo reencarnatório), onde definimos na programação do voltar, vários eventos a enfrentar, inclusive a “forma” da morte. Mas, o AMOR DE DEUS para com seus filhos é tão infindo, que suas leis revestem-se de bondade (maleabilidade), permitindo que possamos alterar o curso da história, a partir da nossa própria história.

Se pensarmos o contrário, negaremos peremptoriamente o livre-arbítrio e teremos que admitir que não há justiça nas leis divinas.

Há, que momento harmonioso estaríamos vivendo se todos tivessem conhecimento do Cristianismo do Cristo e das elucidações oferecidas pelo Espiritismo! 

Com o chamamento acima e não pretendendo alongar nesses preliminares reflexões cujo debate deve ser ampliado e divulgado no sentido de alertar os adeptos para mudança de comportamento no viver, não sairia satisfeito de todo o arrazoado se não citasse, inicialmente Jorge Andréa, que oferece luzes estelares ao nosso entendimento, afirmando em sua obra Segredos do Espírito – zona do inconsciente (3), 

2 
“Todos caminhamos para a morte do corpo físico. Após a construção orgânica iniciamos, lentamente, o desgaste físico, embora com reparações que se fazem cada vez mais retardados à medida eu envelhecemos, avançando para a morte física.
Alguns seres prolongam a estadia carnal, outros aceleram, outros tanto percorrem, sem maiores alterações, a distância que lhes foi conferida”. 
Já, em Joanna de Ângelis, destacamos do livro Plenitude (4) 
“Todo fenômeno biológico que se inicia, naturalmente cessa. Tudo que nasce, no plano físico, interrompe-se, transforma-se, portanto morre.
Não há prazo, nem determinismo absoluto de tempo, dependendo de inumeráveis razões para que o ciclo que começou de encerre ...”. 
E, na obra Vigilância ( ), ensina:
“O fenômeno biológico pode interromper-se subitamente, não te permitindo tempo para qualquer preparação”. 
De um fato temos que ter certeza. A “morte” a todos nos alcançará, mais cedo ou mais tarde, de forma serena ou sofrida, dependendo dos valores que cultivarmos no nosso existir. 

Se, entretanto, ela... 

Nilson Cesar Góes 
Bacharel em filosofia, estudioso e expositor espírita

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Hoje tem Programa Evangelho no Lar Online


Nesta quinta-feira, às 20h (horário de Brasília), tem mais uma edição do Programa Evangelho no Lar Onlineo nosso encontro familiar com Jesus e toda a espiritualidade, para um momento de reflexão, aprendizagem e confraternização espiritual em torno da Boa Nova trazida pelo Mestre de Nazaré, à luz do Espiritismo.

As videotransmissões são feitas via YouTube e você pode acompanhá-las pelo link do YouTube Live, pela página inicial do nosso Portal Luz Espírita.

Participe conosco e nos ajude na divulgação.

terça-feira, 8 de maio de 2018

"O Espiritual na Arte" - filme-documentário sobre Arte e Espiritismo


A Arte e a espiritualidade tem relação? Sofremos influências? Intuições? A arte tem o potencial de alterar nosso modo de ver a vida?

Artistas compartilham experiências sobre a influência espiritual em suas obras e no seu processo criativo no filme-documentário "O Espiritual na Arte", realizado pela Fenalma Arte Produções, dirigido por Claiton Freitas.

A produção foi lançada nesta terça-feira, 8 de maio e está livremente disponível no YouTube e você curte pela janela adiante:


Curta e compartilhe!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Pesquisa Nacional Espírita 2018: formulário já disponível


Já está disponível o formulário da 4ª edição da Pesquisa Nacional Espírita, a enquete online especialmente relacionada ao comportamento e às atividades dos espíritas..

Já destacamos aqui essa interessante iniciativa de Ivan Franzolim, um grande ativista do Espiritismo em São Paulo. Para compreender melhor os propósitos e a dimensão desse trabalho, reveja o vídeo que a Luz Espírita gravou com o idealizador:


A pesquisa de 2018 está dividida em cinco sessões: Dados de Qualificação, Perguntas sobre você, Sua maneira de entender o espiritismo, Perguntas sobre o Centro Espírita, Perguntas para Trabalhadores.

As respostas tabuladas servirão para análise de todos e obtenção de informações, sinais e tendências que poderão ser úteis no planejamento de atividades e de ações de comunicação.

Pode ser respondida em até 15 minutos por qualquer espírita, seja iniciante, frequentador, trabalhador e dirigente de instituições espíritas.

A cada ano são incluídas novas questões e você mesmo pode sugerir perguntas pelo e-mail: ifranzolim@bol.com.br

Não deixe de participar!

Para participar, acesso o formulário clicando aqui.



quarta-feira, 25 de abril de 2018

Exorcismo na Igreja, evolução no Espiritismo


Uma das revoluções da Revelação Espírita é o total desapego às fórmulas e às práticas ritualísticas para exercício da religiosidade, que, aliás, uma tendência já disposta em muitas denominações religiosas desde a Reforma Protestante. Na contramão dessa tendência moderna, o Vaticano anuncia a convocação de 250 sacerdotes para um curso de exorcismo (Fonte: G!). A propósito dessa deliberação católica, convidamos a todos para uma reflexão acerca de temas inerentes a exorcismos e outros cerimoniais à luz do Espiritismo.


A convocação papal

O Vaticano acaba de abrir as portas para seu curso anual de exorcismo em meio a uma demanda crescente de comunidades católicas ao redor do mundo. Cerca de 250 padres, vindos de 50 países, chegaram a Roma para, entre outras coisas, aprender a identificar uma "possessão demoníaca", ouvir testemunhos de colegas e conhecer os rituais para a "expulsão de demônios".

A prática é polêmica, em parte pela forma como é apresentado na cultura popular — particularmente, em filmes de terror. Mas também houve relatos de abusos cometidos em sessões de exorcismo em várias seitas religiosas diferentes.

O curso do Vaticano, com cerca de uma semana de duração, é denominado "Exorcismo e a Oração da Libertação" e começou a ser ministrado em 2005. Desde então, o número de alunos dobrou. O custo é de 300 euros (cerca de R$ 1,2 mil) e o currículo inclui abordagens da teologia, psicologia e antropologia.

Papa Francisco


Por que a demanda está aumentando?

Padres católicos de diversos países disseram à imprensa terem notado um aumento no número de fiéis relatando sinais de "possessão demoníaca". No ano passado, o Papa Francisco disse a clérigos que eles "não deveriam hesitar" em encaminhar casos para exorcistas ao notarem "distúrbios espirituais genuínos". Estima-se que meio milhão de pessoas busquem sessões de exorcismo a cada ano na Itália. Um relatório do centro de pesquisas cristão Theos afirmou, em 2017, que a prática está crescendo  em parte, pela expansão de igrejas pentecostais.

Algumas dioceses desenvolveram seus próprios cursos para atender à crescente demanda, como na Sicília (Itália), e na cidade americana de Chicago. O padre americano Gary Thomas, que pratica exorcismos há 12 anos, diz que à medida que a sociedade passou a confiar mais em ciências sociais, caiu o número de igrejas que treinam exorcistas. Para ele, o declínio do cristianismo também abriu espaço a práticas supersticiosas.

Já Benigno Palilla, um padre italiano, disse ao portal Vatican News que a popularização de tarô e feitiçaria teria renovado a demanda para exorcismos. No entanto, pouquíssimos casos realmente precisam do chamado exorcismo magno. Dos 180 casos que testemunhou, Thomas diz que apenas uma dezena precisou dessa modalidade, que necessita da aprovação de um bispo e envolve orações específicas.


Quando é que um exorcismo é autorizado?

Em 1999, a Igreja Católica fez a primeira grande atualização nas regras sobre exorcismo desde 1614, distinguindo a possessão demoníaca de doenças físicas e psicológicas. Como consequência, o padre Thomas trabalha com um grupo de médicos, psicólogos e psiquiatras  todos católicos praticantes  para investigar a causa do sofrimento de uma pessoa antes de diagnosticar a possessão demoníaca. Ele então tenta uma série de orações de esconjuro. Um exorcismo magno só ocorre como último recurso, diz o padre.



O que ocorre no exorcismo?

Em geral, o padre, pratica o ritual usando uma túnica branca de renda chamada sobrepeliz com uma estola roxa. A pessoa possuída pode ser atada, e água benta deve ser usada. O padre faz o sinal da cruz várias vezes em frente à pessoa ao longo do procedimento. O padre convoca santos, reza e lê trechos da Bíblia nos quais Jesus expulsa demônios de pessoas. Em nome de Jesus, ele pede ao demônio que se renda a Deus e vá embora, tantas vezes quanto necessário. Assim que o padre se convence de que o exorcismo funcionou, ele reza a Deus para que impeça o espírito maligno de importunar a pessoa afetada novamente, e que, em vez disso, a "bondade e paz do nosso Senhor Jesus Cristo" se apossem dela.


Quais são as críticas?

Há muitas críticas ao exorcismo e preocupações de que ele esteja sendo usado por sacerdotes religiosos para abusar de crianças e outras pessoas vulneráveis. Houve casos de mortes em rituais associados ao exorcismo. De maneira geral, há o risco de pessoas com doenças como epilepsia ou esquizofrenia serem erroneamente consideradas "possuídas" e, por isso, deixarem de receber tratamento médico adequado.

Em 2012, o governo britânico divulgou um plano nacional para prevenir o abuso de crianças em rituais religiosos. No início de abril, um pastor evangélico em Santa Catarina foi preso, acusado de pedir que uma menina de 13 anos se fotografasse nua para que ele quebrasse uma maldição.


O que diz a Revelação Espírita

Para analisar tudo isso conforme os conceitos espírita, precisamos antes de tudo desmistificar a crença primitiva de "possessão demoníaca", reclamação primeira para o ato de exorcismo. Para começo de conversa, o Espiritismo nos livrou da ideia errônea da existência de demônio  aquele ser especial e mitológico caracterizado por sua completa e perpétua inclinação ao mal e intento em atentar os homens para arrastá-los ao "pecado" e, por conseguinte, à sua condenação à pena eterna do fogo do inferno.
Segundo a doutrina da Igreja, os demônios foram criados bons e se tornaram maus por sua desobediência: são anjos colocados primitivamente por Deus no alto da escala, tendo decaído dela. Segundo o Espiritismo os demônios são Espíritos imperfeitos, suscetíveis de regeneração e que, colocados na base da escala, hão de nela graduar-se. Aqueles que persistem em ficar por mais tempo nas classes inferiores — por apatia, negligência, teimosia ou má vontade — sofrem as consequências dessa atitude, e o hábito do mal dificulta-lhes a regeneração. Entretanto, um dia chega para eles o cansaço dessa vida penosa e das suas respectivas consequências; eles comparam a sua situação à dos bons Espíritos e compreendem que o seu interesse está no bem, procurando então se melhorarem, mas por ato de espontânea vontade, sem que haja nisso o mínimo constrangimento.
Allan Kardec - O Céu e o Inferno, cap IX. item 21
Portanto, não há demônios, mas há Espíritos — como qualquer um de nós — que, ainda muito imperfeitos, podem sim atentar contra seus semelhantes perseguindo-os, atormentando-os ou mesmo arrastando para as más atitudes de forma oculta (como os Espíritos obsessores) ou direta (como os falsos amigos e gurus da sociedade). Alguns são muito ardilosos e sutis, outros, violentos e escancarados. A isto, a doutrina trata como obsessão, ou seja, qualquer má influência que um ser (encarnado ou desencarnado) exerce sobre alguém, inclusive involuntariamente.

O estudo mais apurado sobre demônios e as intervenções de obsessores nas manifestações modernas dentro da codificação espírita encontra no livro O Céu e o Inferno de Allan Kardec. Para o estudo das obsessões e suas características, recomendamos O Livro dos Médiuns

Especificamente falando sobre possessão, convém lembrar o processo gradual de formação conceitual de Allan Kardec a respeito. Inicialmente, ele tomou por possessão apenas a definição clássica do termo e assim concluiu:
O vocábulo possesso, no seu significado comum supõe a existência de demônios, isto é, de uma categoria de seres maus por natureza, e a coabitação de um desses seres com a alma de um indivíduo, no seu corpo. Pois que, nesse sentido, não há demônios e que dois Espíritos não podem habitar simultaneamente o mesmo corpo, não há possessos na conformidade da ideia a que esta palavra se acha associada. O termo possesso só se deve admitir como exprimindo a dependência absoluta em que uma alma pode achar-se com relação a Espíritos imperfeitos que a dominem.
Allan Kardec - O Livro dos Espíritos, comentário à questão 474
Mais tarde, na sua obra derradeira A Gênese, Kardec vai reconsiderar sua conceituação e colocar a possessão dentro das possibilidades dos diversos tipos de obsessão, não como um ato demoníaco — visto que essa categoria de ser não existe de fato — mas como má influência premeditada por Espíritos maus, quer dizer, Espíritos imperfeitos e ainda presos aos interesses mesquinhos.
Os Espíritos atrasados rodeiam em torno da Terra, em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. A ação maldosa desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade se vê abraçada neste mundo. Por isso, a obsessão — que é um dos efeitos de semelhante ação, como as enfermidades e todas as atribulações da vida — deve ser considerada como provação ou expiação e aceita com essa função.
Chamamos de obsessão à ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta tipos muito diferentes, que vão desde a simples influência moral — sem perceptíveis sinais exteriores — até a perturbação completa do organismo e das capacidades mentais.

Allan Kardec - A Gênese, 1ª parte, cap. XIV, item 45.
Sem compreender — e sem querer aceitar  a verdadeira natureza do fenômeno de obsessão, e especialmente o de possessão, a igreja e outros segmentos religiosos não têm como "combater" esse mal e "curar" as vítimas. Aliás, o método tradicional de exorcismo — fundamentado na ideia de "expulsão de demônios" — não apenas é ineficaz como também pode ser bastante traumático para os envolvidos.

Um caso verídico de grande repercussão e que terminou em trágicos desdobramentos foi o da jovem alemã Annelisie Michel (1952-1976), retratado no cinema pelo filme O Exorcismo de Emily Rose (estreado em 2005). Anneliese experimentou graves distúrbios psiquiátricos a partir dos 16 anos de idade até sua morte, aos 23 anos, sendo seu quadro clínico composto desde desnutrição secundária à doença mental. Depois de vários anos de tratamento psiquiátrico ineficaz, ela se recusou ao tratamento médico e solicitou um exorcismo. As graves consequências atribuídas ao ritual de exorcismo sobre a jovem motivaram a abertura de um processo criminal pelos promotores de justiça locais contra os pais de Anneliese e os padres exorcistas, causando uma grande polêmica em toda a Europa e dividindo a opinião pública mundial. Tanto os padres que realizaram o exorcismo quanto os pais de Michel foram condenados por homicídio negligente porque renunciaram ao tratamento médico quando do início do tratamento por meio do exorcismo.

Anneliese Michel (1952-1976)
O método de terapia via exorcismo ou qualquer outro tipo de ritual não serve como tratamento e até é motivo de zombaria dos obsessores. "Os Espíritos maldosos riem e se acirram quando eles veem alguém levar isso a sério." (O Livro dos Espíritos, questão 477).


Prevenção e cura

Dentro do processo evolutivo por qual todos os Espíritos passam até alcançar a sua perfeição a interação com seus semelhantes é imprescindível. Como há Espíritos nos mais diversos estágios evolutivos (iniciantes, medianos, atrasados e adiantados), essa interação implica naturalmente que uns exerçam influências sobre outros, tanto para o bem quanto para o mal — o que consiste um benefício (quando podemos nos aproveitar dos bons conselhos dos Espíritos mais adiantados( tanto quanto uma provação (por estarmos sujeitos a perseguição de Espíritos mais inferiorizados).

A possessão, como qualquer tipo de obsessão, requer como prevenção a retidão de pensamentos e atos, que se consegue através das aquisições intelectuais e morais que obtemos ao longo da jornada evolutiva. Em caso de ocorrência de um processo obsessivo, a "cura" depende da gravidade da influência que o obsessor exerce sobre o obsediado. Muitas vezes, o próprio obsediado identifica a má influência e com isso pode por si mesmo administrar a sua autoproteção. Noutras vezes, porém, como em casos de possessão, é necessário a intervenção de um terceiro agente em favor dos dois envolvidos: o obsediado e o obsessor, afinal, são todos irmãos em processo de evolução, carentes de apoio.


Bom lembrar que a obsessão só se sucede sobre aquele que, de alguma forma, abre brecha para a dominação do mau, através de suas fraquezas, havendo assim uma certa simbiose, um prazer compartilhado, entre o agente agressor e o ser passivo.

Diante disso, a mais perfeita terapia contra qualquer obsessão é a conscientização de agressor e paciente a uma nova conduta moral pautada nas virtudes espirituais.

Mas, ainda não é tudo: para assegurar a libertação da vítima, torna-se indispensável que o Espírito perverso seja levado a renunciar aos seus maus costumes; que se faça que o arrependimento desponte nele, assim como o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particularmente feitas com o objetivo de lhe dar educação moral. Pode-se então ter a grata satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito atrasado.
O trabalho se torna mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, contribui para ele (o obsessor) com a vontade e a prece. Isso não acontece quando o obsidiado fica seduzido pelo Espírito que o domina e se ilude com relação às qualidades deste último e se satisfaz no erro a que é conduzido, porque então, longe de fortalecer a assistência, o obsidiado a repele totalmente. É o caso da fascinação, sempre infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação.
Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso meio de que dispomos para desviar o obsessor de seus propósitos maléficos.
Allan Kardec - A Gênese, 1ª parte, cap.XIV , item 46

Um último aspecto também muito válido para nossa análise diz respeito ao valor inestimável da Doutrina Espírita para o enfrentamento dessa questão. A partir do Espiritismo, podemos conhecer melhor a natureza espiritual e então reconhecer com mais facilidade as ocorrências das influências obsessivas espirituais e suas terríveis consequências para as pessoas. Num primeiro momento, os antipáticos ao Espiritismo vieram acusá-lo de provocar obsessões, o que é um absurdo flagrante: a História toda registra más influências espirituais sobre os homens, muitos anos antes da codificação espírita. A pretexto de "evitar" a obsessão, chegou-se a propor a proibição mediúnica:
“Se podem proibir a certas pessoas que se comuniquem com os Espíritos, não podem impedir que manifestações espontâneas sejam feitas a essas mesmas pessoas, pois não podem suprimir os Espíritos, nem lhes impedir que exerçam sua influência oculta. Esses tais se assemelham às crianças que tapam os olhos e ficam crentes de que ninguém vê. Seria loucura querer reprimir uma coisa que oferece grandes vantagens só porque alguns imprudentes podem abusar dela. Ao contrário, o meio de prevenirem os inconvenientes consiste em torná-la conhecida a fundo.”
Um Espírito - O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 254
Por outro lado, o Espiritismo revela proveitosamente a causa desse grande mal e, como nenhuma outra doutrina, nos oferece hoje os métodos mais eficazes para sua prevenção e tratamento. Enquanto isso, no Vaticano...

domingo, 22 de abril de 2018

Lançamento da sessão "Multimídia" do Portal Luz Espírita


A Luz Espírita acaba de inaugurar a sessão Multimídia em seu portal, listando grandes produções audiovisuais de interesse ao estudo do Espiritismo.

São cinco produção já inclusas na coleção, mas vem muito mais por aí. Por enquanto, você pode saborear os seguintes títulos:
  • Espiritismo à Francesa: a derrocada do Movimento Espírita Francês pós-Kardec
    Um filme-documentário histórico produzido pela Luz Espírita
  • Roteiro Histórico Espírita em Paris
    Guia em vídeo produzido pela Luz Espírita
  • O Espiritismo de Kardec aos dias de hojeFilme-documentário dirigido por Marcelo Taranto
  • A Ciência e as Sessões EspíritasFilme-documentário produzido pela BBC de Londres
  • Final dos Tempos: Evolução Espiritual em tempos de Transição Planetária
    Filme-documentário produzido pela Luz Espírita
A nova sessão pode ser acessada através da opção "Extras" menu principal do portal, veja:


Acesse agora mesmo a sessão Multimídia do Portal Luz Espírita.

Compartilhe essa novidade com seus familiares, amigos e colegas e ajude a divulgar a Doutrina Espírita.

sábado, 21 de abril de 2018

"O passe espírita" por Paulo Henrique de Figueiredo (programa Livre Pensamento)


Allan Kardec era magnetizador? O passe espírita é o mesmo Magnetismo Animal de Mesmer? Qual a real ligação entre Espiritismo e Mesmerismo? O passe oferecido nas casas espíritas é errado?

Essas e outras questões são abordadas com detalhes por Paulo Henrique de Figueiredo durante o programa Livre Pensamento da TV Mundo Maior e Rádio Boa Nova, apresentado por Cláudio Palermo.

Paulo Henrique de Figueiredo é espírita de berço e pesquisador do Mesmerismo (Magnetismo Animal) e da Doutrina Espírita — e ele faz questão de lembrar que estas são duas ciências irmãs, em apoio à definição de Kardec. Ele é autor dos livros Mesmer: a ciência negada do magnetismo animal e Revolução Espírita - a teoria esquecida de Allan Kardec.

Então, vamos ao vídeo do programa:


Não deixe de compartilhar

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Matéria especial: "Céu e inferno: O dilema do Papa Francisco e da Igreja Católica diante da dor do jovem Emanuele — e demais fieis"


Em celebração ao terceiro domingo da páscoa, numa paróquia de Roma, Itália, o papa Francisco abriu espaço para perguntas dirigidas por crianças locais. Dentre elas, um garoto acabou nos braços do papa: em prantos, ele não conseguira fazer a pergunta ao microfone e foi então chamado a aproximar-se do papa a fim de fazer a sua indagação diretamente ao ouvido de sua santidade. A pergunta era por demais íntima — o que talvez explique a impossibilidade de o jovenzinho Emanuele não ter conseguido expô-la — e exigia uma resposta sagaz do chefe da igreja católica. 

E convém refletirmos profundamente sobre isso, à luz do Espiritismo: tanto sobre a pergunta, quanto sobre a resposta.


O episódio

Vejamos primeiramente o vídeo do acontecido:



A pergunta de Emanuele

Uma das crianças escolhidas para fazer perguntas ao santo padre, Emanuele não conseguiu expor sua pergunta abertamente, mas consentiu que sua indagação fosse divulgada ao público — quem sabe, preocupado que muitos outros jovens estivessem tão aflitos quanto ele.
 
Emanuele voltou para o seu lugar junto com as outras crianças e ouviu o pontífice exclamar: “Quem dera todos nós, pudéssemos chorar como Emanuele quando temos uma dor como ele tem em seu coração. Ele chorou por seu pai e teve a coragem de fazer isso na nossa frente, porque em seu coração há amor por seu pai." E contou que o jovenzinho lhe questionou: “Meu pai morreu. Ele era ateu, mas teve todos os quatro filhos batizados. Ele era um bom homem. Meu pai está no céu?”


O que talvez tenha passado desapercebido nesse episódio — porque todo o mundo ficou encantado com a resposta do papa — é o drama por trás dessa pergunta e o a aflição daquele menino, a exemplo de tantos outras, mediante a situação posta: a dúvida da destinação de um ente querido depois da morte. Emanuele pegou o viés mais otimista: indagou se seu pai não estaria no céu, mas, provavelmente, a dúvida que o atormentava era outra, e a pergunta consequente que intimamente ele se fazia era se seu pai estaria no inferno.


Representação gráfica do lendário inferno


O drama do dogma do inferno

Quem mora nos grandes centros urbanos, dada a agitação e o inchaço de atividades do dia a dia, ou mesmo quem viva mergulhado na virtualidade da realidade tecnológica, bem como aquele alheio à religiosidade, talvez ignore que bilhões de indivíduos vivam mergulhados num mundo totalmente diferente, e sobre quem as religiões exerçam uma influência muito forte. Com efeito, bilhões de vidas norteiam-se por suas respectivas crenças e doutrinas, de modo que as tradições e os dogmas religiosos lhes afetam diariamente.

Nessas condições, é de se imaginar que há tantas outras pessoas como Emanuele sofrendo pungentemente por causa de sua fé, por exemplo, diante do dogma do inferno, pois o seu catecismo lhes impõe uma crença aterrorizante. Coloquemo-nos no lugar desse menino e imaginemos o cenário: além da dor de sua orfandade, cogitar que a alma de seu pai amado esteja ardendo nas chamas infernais — e isso por todo o sempre. Ponderemos bem sobre a crueldade desse dogma que, sob a interpretação ortodoxa dos textos bíblicos, se estende aos não batizados, aos suicidas, aos homossexuais, enfim, a todos aqueles que não se enquadram dentro de certos requisitos impostos por uma tal doutrina. Quem pode dizer que não teve em seu seio familiar alguém que desencarnou isento de tantas exigências que as religiões fazem para livrar a alma da condenação do fogo do inferno? Logo, se guardamos afeto por esses desencarnados, como não se afligir com tal possibilidade? Como um filho carente consegue dormir na iminência de saber que seu pai ateu está sob a tutela de um Lúcifer? Como um pai afetuoso sobrevive na iminência de saber que um filho suicida esteja ardendo em chamas e assim permanecerá eternamente? Como uma esposa amorosa poderá pretender ir para o paraíso sabendo que lhe faltará a companhia do seu amado esposo que fora condenado às trevas por não ser batizado?

Foi uma aflição dessa natureza que embargou a voz de Emanuele quando da chance de lançar tal pergunta ao papa.

O que tratamos aqui é precisamente da crueldade que uma crença pode exercer sobre os seus fieis.


O drama do dogma do paraíso

Mas a problemática não se resume somente quanto à ameaça do inferno. O dogma de um paraíso prometido aos "eleitos" — dogma esse característico em praticamente todas as religiões —, adquirível mediante certos requisitos  dentre os quais, por exemplo, sacramentos e sacrifícios —, é também de terríveis consequências, pois que atravanca o curso evolutivo dos indivíduos. Ao invés de buscar seu adiantamento intelectual e moral, o sujeito concentra seus esforços em satisfazer as exigências superficiais de sua crença, na ilusão de quitar suas obrigações para com Deus, comprando a chave de uma porta que não o levará a lugar algum.

Também aí as doutrinas tradicionais perpetuam um grande mal para a o desenvolvimento da humanidade. E isso sem falar de certos conceitos mais extremistas que consideram a "guerra santa" contra os infiéis um atalho bem mais curto para um recanto de delícias.


O sonho dos jihadistas islâmicos com o paraíso e suas prometidas 72 virgens
Por causa dessas fantasias primitivas e perigosas é que muitos "ateus praticantes" dedicam-se a desbancar todo e qualquer conceito de espiritualidade e pregam o materialismo.


A resposta de Francisco

Bem, mas vamos analisar os efeitos da resposta do papa ao garoto italiano.

Disse Francisco: “Que bom que um filho diz de seu pai ‘Ele era bom’. Para que seus filhos pudessem dizer ‘Ele era um bom homem’, ele deve ter dado um belo testemunho a seus filhos. Se aquele homem era capaz de criar filhos assim, é verdade, ele era um bom homem.” E objetivamente respondendo a Emanuele, acrescentou: “Aquele homem não tinha o dom da fé, ele não era crente, mas ele tinha seus filhos batizados. Quem diz quem vai para o céu é Deus”.

Ao dizer isso, o papa admite que desconhece as regras exatas para a salvação — quer dizer, a aquisição do céu. Ou será que essas regras não existam por padrão e a sorte do morto esteja condicionada ao humor de Deus, que ora pode salvar fulano, ora pode condenar sicrano, ainda que ambos estejam em situações semelhantes, o fato de ser ateu, por exemplo? Só por isso sua resposta já seria questionável. Mas tem mais:

Então, Francisco perguntou às crianças: “Mas, como está o coração de Deus diante de um pai assim? Como é isso? O que lhes parece? Um coração de pai. E diante de um pai, não crente, que foi capaz de batizar seus filhos e dar essa bravura aos seus filhos, vocês acham que Deus seria capaz de deixá-lo longe? Vocês acham isso? Acaso Deus abandona seus filhos quando eles são bons?” Depois que todas as crianças responderam “não”, Francisco disse: “Aqui, Emanuele, esta é a resposta. Deus certamente estava orgulhoso de seu pai, porque é mais fácil ser um crente, batizar crianças, que batizá-las sendo incrédulo. Certamente isso agradou muito a Deus”.

Aqui, Francisco exalta o sacramento católico do batismo — rito de iniciação religiosa também validade por outras crenças. E continua: “Fale com seu pai, reze ao seu pai. Obrigado Emanuele por sua coragem.”



Interessante notar que neste ponto o pontífice sanciona — a menos que o dissesse, fingindo, apenas para consolar aquele filho órfão, temporariamente, já que a verdade um dia se revelará o poder da oração pelos falecidos, seja para aliviar seu suposto sofrimento (talvez no inferno, ou no purgatório), seja por considerar que tal reza influenciasse num recurso para alterar a sentença condenatória (e talvez conduzir a alma ao céu).


A reação do público

A reação geral diante da resposta "fofa" do papa é de admiração. Aliás, Francisco é um papa pop justamente por dar respostas "fofas", afetuosas e esperançosas para todos, semeando esperanças de que qualquer um — suicida, gay, abortador, assassino, corrupto, etc. — possa ir para o céu, em contradição com os preceitos da sua igreja.

Essa recepção carinhosa do público tem muito a ver com a intenção de uma fé customizada, ou seja, uma igreja que se modela para agradar a cada fiel, como um "modelo bonitinho de religião" que promova a salvação de todos, relevando todo e qualquer pecado — que o politicamente correto prefere chamar de "estilo de vida". Na prática, o que todo mundo quer é ter liberdade para fazer o que bem quer e mesmo assim encontrar o altar da igreja e a porta da salvação sempre à disposição.

Mas isso não agrada em nada os cardeais. Francisco não deve ser muito amado no Vaticano, que é saturado de conservadores.

Na verdade, o papa Francisco está criando uma tremendo embaraço no seio da igreja católica com suas posturas fora dos protocolos e declarações, por exemplo, como a de que o inferno não é um lugar circunscrito, segundo matéria do jornal italiano La Reppublica (veja aqui).



E a confusão se estende a todos os católicos e mesmo para os teólogos mais exigentes, pois, afinal de contas, tem-se um papa emitindo opiniões particulares em contradição — ou pelo menos em ambiguidade — frente ao catecismo da sua igreja. Daí se pergunta, a propósito: o inferno existe ou não fisicamente, no entendimento doutrinário católico?

Estudiosos que acompanham as notícias do Vaticano têm levantado questões cruciais, tais como: na condição de papa, convém a Francisco tomar posições pessoais não convencionais ás tradições da igreja e emiti-las publicamente? Aliás, pode alguém ser papa e ter opiniões pessoais diferentes das convenções da igreja? Se as opiniões de Francisco divergem dos preceitos do Vaticano, o que há que se fazer?


Evolução do catolicismo

Admitindo a lenda da condição sacra da igreja, podemos imaginar que, acima dos cardeais — que é quem realmente manda na igreja , a pessoa do papa é a mais habilitada formalmente para "receber uma inspiração divina" (vide a tradição interpretativa da fala atribuída a Jesus: "O que tu ligares na Terra será ligado no céu") e com isso promover uma reforma doutrinária do próprio catecismo católico. Desta feita, as "opiniões pessoais" de Francisco não poderiam ser consideradas inspiração divina?

Em caso afirmativo, o que se pode fazer é abrir um concílio e por em debate questões de fé junto ao corpo eclesiástico maior da igreja e, se for o caso, promover as deliberações, pois, a rigor, o papa não pode sozinho mudar os desígnios da sua religião; é preciso aprovação do colegiado dos cardeais. Desde as primeiras deliberações dos apóstolos (ver Ato dos Apóstolos na bíblia), a igreja católica já promoveu vários concílios. O primeiro concílio de Niceia em 325, por exemplo, dentre outras coisas abominou a lei de reencarnação das disposições católicas. O último foi o Concílio Vaticano II, ocorrida em quatro sessões entre 1962 a 1965, cuja expectativa principal era um reformulação no sentido de que a igreja assumisse um papel mais efetivo na sociedade frente a questões sociais e econômicas. No entanto, para a maioria dos especialistas, o evento foi um fracasso; a tão esperada abertura e modernização da igreja não veio dessa vez.

Realizar um concílio é tarefa hercúlia e levar a efeito as proposições que os anima não é tarefa fácil. Dizem, inclusive, que a coisa é bem mais política do que teológica.

Embora aqui e acolá sejam reacesas as esperanças de se ver uma modernização doutrinária no Vaticano, não há, segundo os vaticanólogos, cenário propício a curto prazo. A geração atual de cardeias é maciçamente conservadora. Senão por decorrência de um fato muito extraordinário, não será Francisco que fará esse "milagre", dizem os especialistas. Ele continuará angariando simpatia de fora, mas criando rachaduras dentro do Vaticano.

Isso quer dizer que, provavelmente, por muito mais tempo, o terror do inferno e a ilusão do paraíso prometido continuarão fazendo muitas vítimas.


A versatilidade da revelação espírita

Ao contrário das religiões tradicionais, o Espiritismo não tem dogmas e seus conceitos são dinamizados de acordo com a progressividade das revelações da espiritualidade e com a capacidade humana de compreender as leis da natureza divina. Assim, a Doutrina Espírita está sempre em evolução, como bem definiu Allan Kardec no primeiro capítulo de A Gênese, intitulado "Caráter da Revelação Espírita".
"Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz as suas consequências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses nem a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, da mesma maneira que os outros princípios. Não foram os fatos que vieram posteriormente confirmar a teoria, mas a teoria que veio depois explicar e resumir os fatos. Portanto, é rigorosamente exato dizer que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação."
Allan Kardec, A Gênese - cap. I, item 14 
O processo evolutivo no Espiritismo é natural: a verdade se mostra e a doutrina a absorve naturalmente.

E as luzes da verdade já têm suficientemente clareado a Doutrina Espírita sobre conceitos capitais, tais como a lei do progresso e das múltiplas existências reencarnatórias a fim de fazer o Espírito evoluir e, por conseguinte, elevar-se a esferas superiores, derrubando assim teses primitivas como a do inferno eterno e a do paraíso de uma infértil contemplação.

As penas eternas das igrejas e as sentenças sumárias e lendárias de salvação e condenação estão satisfatoriamente respondidas na magnífica obra O Céu e o Inferno de Allan Kardec. Aqui encontramos esmiuçados todos os detalhes das teorias que sustentam as crenças primitivas de um lugar físico propriamente destinados ao castigo eterno e de um lugar de delícias e perpétua adoração a Deus (e desdém de tudo o mais) devidamente confrontados, de modo que, um exame dedicado e honesto da obra kardequiana não permite enganos.

O item "Código penal da vida futura" dentro do capítulo VII da primeira parte da obra resume de forma brilhante os princípios espíritas sobre essas questões, sendo o sumo de tudo esses três pontos:
  1. O sofrimento é de acordo com a imperfeição. 
  2. Toda imperfeição, assim como toda falta gerada dela, traz consigo o próprio castigo nas consequências naturais e inevitáveis: assim, a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que seja preciso uma condenação especial para cada falta ou indivíduo. 
  3. Como todo homem pode se libertar das imperfeições por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a futura felicidade. A cada um segundo as suas obras, no Céu como na Terra: tal é a lei da Justiça Divina.
Allan Kardec, O Céu e o Inferno - 1ª parte, cap. VII

Mas, obviamente, é preciso ter "olhos para ver" e "ouvidos para ouvir" para compreender estas coisas. A nosso favor, dentre outras coisas, está a certeza de que toda a verdade será conhecida um dia, e a verdade a todos libertará.

Oremos, com todo o espírito de caridade, por nossos irmãos ainda eclipsados pelo dogmatismo das crenças!